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O que está acontecendo na China?

20.12.2022

Por: Mell

Mellanie Fontes-Dutra (Mell)

Biomédica, Neurocientista (mestra e doutora), Professora @Unisinos e #SciComm em @redeanalise. Ela/Dela | #DefendaoSUS

Com estimativas chegando a 1 milhão de óbitos nos próximos meses, muitos se perguntam: o que está acontecendo na China? Por que o país enfrenta uma nova onda de casos de COVID-19? Isso é explicado pelo surgimento de uma nova variante?

Mini-fio 🧶👇

https://www.nucleo.jor.br/poligono/2022-12-20-nova-onda-de-covid-na-china/

Muitas dessas perguntas estão sendo abordadas no Polígono de hoje. O link de acesso está acima e deixei já lá para tu compartilhares com teus seguidores já com os assuntos que estão sendo abordados nele.

Nesse mini-fio, falarei sobre variantes circulando na China!

New Variant Meme GIF

Bueno, com a alta transmissão e um grande número de novos casos, mais chances o vírus vai ter de acumular novas mutações, podendo se diversificar ainda mais, com novas “versões” de si. Com a dominância global da Ômicron, estamos vendo uma grande diversificação dessa variante.

Sums It Up The Office GIF by INTO ACTION

Na China, temos a presença da variante BF.7 (ou BA.5.2.1.7, uma ‘descendente’ da BA.5, que já conhecemos). Dados iniciais indicam que ela tem aumento de transmissibilidade, período de incubação curto e muita capacidade de infectar recuperados de COVID-19.

https://www.globaltimes.cn/page/202211/1280588.shtml

Após o fim abrupto da política “zero COVID” (explico no post do Polígono – link no primeiro tuíte), a China não passará a reportar mais casos assintomáticos de COVID-19, uma vez que com o elevado número de novos casos, ficou “impossível de rastrear”

https://www.pbs.org/newshour/amp/world/china-will-stop-reporting-asymptomatic-covid-cases-after-dropping-mass-testing-requirements

Isso é um problema pois assintomáticos contribuem para a transmissão do vírus. E se não forem renomadas restrições temporárias, além de um forte incentivo à vacinação, as estimativas de 1 milhão de óbitos podem passar a ser cada vez mais reais

https://www.nature.com/articles/d41586-022-04502-w

Segundo os dados atuais, os sintomas da infecção pela BF.7 são muito parecidos com os já observados para outras sub-linhagens da Ômicron, afetando principalmente as vias aéreas superiores. Sintomas como febre, tosse, fadiga, nariz escorrendo e dor de garganta, p. ex.

A BF.7 já foi detectado em muitos países, como Índia, EUA, Reino Unido e outros países europeus. Nos EUA e em UK, a BF.7 não parece que tem crescido ou ganhado espaço frente a outras variantes que já são mais dominantes lá

https://theconversation.com/covid-what-we-know-about-new-omicron-variant-bf-7-196323

Mas por que essas estimativas de 1 milhão de óbitos nos próximos meses na China?

Temos de lembrar que quando um grande número de pessoas fica doente ao mesmo tempo, isso sobrecarrega o sistema de saúde. Muitas pessoas podem ficar sem atendimento adequado, e isso impacta na saúde

O excesso de mortes que essa onda pode causar por conta de vários fatores, como a sobrecarga hospitalar, é imenso. Especialmente pensando numa população em que 40% das pessoas de 80+ anos recebera uma terceira dose da vacina. As baixas coberturas vacinais trazem riscos.

Emergency Situation – Emergency GIF

Cabe lembrar que mesmo que a BF.7 esteja contribuindo com a rápida transmissão na China, outros fatores também são decisivos para esses novos casos: baixas coberturas vacinais, especialmente nos mais velhos que tem mais risco, flexibilizações abruptas, por exemplo:

A BF.7 pode se tornar dominante por aqui?
É difícil de responder porque:
1) Ainda precisamos aprender mais sobre essa variante
2) Não sabemos como se dará a competição dela frente a BQ.1 e outras variantes mais presentes por aqui
3) Precisamos ampliar as coberturas vacinais

Sums It Up The Office GIF by INTO ACTION

Pelo que estamos vendo, nos EUA por exemplo, há uma grande presença de variantes como a BQ.1.1 e BQ.1, além do crescimento de variantes recombinantes como a XBB por lá. Não sabemos se a BF.7 tem características que a tornem mais apta a “fazer frente com quem já tá na frente”

E aqui no Brasil também temos um cenário com a presença da BQ.1, BQ.1.1 e da BE.9, que comentei num fio anterior (https://twitter.com/mellziland/status/1592958547880706050). Tudo isso precisa ser levado em consideração antes de assumir que a BF.7 poderia ganhar mais espaço por aqui

Independente, estamos convivendo há quase 3 anos com esse vírus, sabemos o que fazer. Em qualquer sinal de sintoma gripal, TESTE e isole-se. Complete o esquema vacinal e esteja em dia com seus reforços. Use máscara em ambientes mal ventilados.

Não deixe o vírus entrar na festa!

Complemento do @rafalpx

Originally tweeted by Mellanie Fontes-Dutra (Mell) 🌻 (@mellziland) on 20 de December de 2022.

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